Amor. Acredito que no estágio de desenvolvimento em nos encontramos nós humanos ainda não saibamos muito bem o que significa o amor. O confundimos com desejo, paixão, posse, necessidade, entre outros.
Talvez o ser que expressa o sentimento que mais se aproxima do amor em sua verdadeira essência seja a mulher mãe. E digo talvez porque mesmo sendo a mãe um ser dos que mais se doa, ainda assim como ser humano que é, vivencia a posse, a tentativa de controle do filho e todas as manifestações egoístas próprias de todos os terráqueos.
Quando se fala no amor homem-mulher aí então é que parecem ocorrer as maiores deturpações. Quando um casal se conhece, inicialmente acontece a atração física, o desejo, a paixão... É um tal de um querer o outro o tempo todo, estar junto, tocar, copular... ( é a palavra correta é essa c-o-p-u-l-a-r, amor não se faz, ele é). É essa atração que os leva a ficarem juntos, é uma força natural muito poderosa, com vistas a perpetuação da espécie. A força da atração tem prazo de validade, o prazo varia de pessoa para pessoa, mas um dia perde a força.
Quando a paixão perde a força ficamos confusos, meio perdidos e muitas vezes não damos tempo de perceber se no lugar da paixão brotou o amor.Justamente por que é um sentimento um tanto quanto desconnhecido esse tal de amor. Em minha concepção (que continua em evolução diga-se de passagem) pode-se perceber o amor como um sentimento livre do ciúme, da necessidade de controlar ou outro.
Amar é permitir e auxiliar o crescimento do outro, suas incursões no mundo com a certeza de que se ele voltar é por que é bom estarem juntos. Se o mundo for mais interessante, então o melhor é seguir a vida permitindo que cada um siga seu caminho conforme seus desejos e vontades.

Nenhum comentário:
Postar um comentário