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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Espírito de Natal


Quase natal...e em que as pessoas estão pensando? Que espirito carregam nesta vépera de natal?

A maioria corre de um lado para o outro, comprando, pensando na ceia, nos presentes e haja transito e haja fila e haja stress...Motoristas se xingam, pessoas reclamam das outras que esbarraram em suas sacolas e pacotes, esquecendo que os outros estão fazendo a mesmíssima coisa, também, estão com pressa, com calor,etc.
Algumas pessoas se dizem tristes com a época do natal, e se perguntamos o porquê a respota é -"Estou sem dinheiro."-
Outras se dizem alegres e se pergunta por que a resposta é: -"Tô comprando presente pra todo mundo."-

Enquanto medirmos nossa alegria e tristeza pelo número de pacotes que conseguiremos comprar neste natal. Enquanto medirmos nossa felicidade pelo saldo da nossa conta bancária, estaremos cada vez mais longe do "espírito de natal".

Ter espírito de natal é pensar no outro, mandar um email, fazer um carinho, perdoar a ofensas, olhar para além dos pacotes de presente e das guloseimas dispostas à mesa.

Que o natal seja reconciliação, perdão, união, amor e repleto dos presentes que ninguém tira de nós. Os presentes dos bons sentimentos, das boas ações e do amor ao próximo. E como próximo pensemos em todo ser vivo que habita este planeta e merece igualmente amor e respeito seja animal, vegetal ou hominal.

Que assim seja!!!!

domingo, 12 de setembro de 2010

VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA



Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive


E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio


Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada


Em Pasárgada tem tudo
é outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar


E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

(Manuel Bandeira)

sábado, 26 de junho de 2010

Elocubrações Sobre a Atualidade




Copa do Mundo: é o atual circo para o povo. Falta o pão, a saúde, etc, mas neste momento ninguém lembra. Se o Brasil não for campeão...ora, é tudo culpa do Dunga. TUDO!

PT: Há dois, o atual (usando a máquina, pagando multa com nosso dinheiro, fazendo o povo de palhaço) E o de antes de assumir o governo, esse já foi esquecido. O PT não tem memória, apenas uma vaga lembrança.

Ser Mulher Hoje: Saber o que é impedimento, porque a globo ensinou no fantástico. Você não assistiu o fantástico? (só podia ser mulher mesmo). Então não atrapalhe o programa dos machos e traga a cerveja.

Festa Junina: Que festa junina? Está passando futebol na TV.

Guerra no Afeganistão: Guerra no Afeganistão? Eu sabia é que a seleção francesa estava em guerra. Por isso foram eliminados.

FIFA: South Africa 2010.(visa, coca-cola, seara, sony......)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Coisas que a vida ensina depois dos 40



Amor não se implora, não se pede não se espera...

Amor se vive ou não.

Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.

Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade.

Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.

As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.

Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.

Água é um santo remédio.

Deus inventou o choro para o homem não explodir.

Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.

Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.

A criatividade caminha junto com a falta de grana.

Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.

Amigos de verdade nunca te abandonam.

O carinho é a melhor arma contra o ódio.

As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.

Há poesia em toda a criação divina.

Deus é o maior poeta de todos os tempos.

A música é a sobremesa da vida.

Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.

Filhos são presentes raros.

De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.

Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor.

O amor... Ah, o amor...

O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças...

Não há vida decente sem amor!

E é certo, quem ama, é muito amado.

E vive a vida mais alegremente... (Arthur da Tavola)

terça-feira, 4 de maio de 2010

A Vida Ensina

Se você pensa que sabe; que a vida lhe mostre o quanto não sabe.

Se você é muito simpático mas leva meia hora para concluir seu pensamento;

que a vida lhe ensine que explica melhor o seu problema, aquele que começa pelo fim.

Se você faz exames demais; que a vida lhe ensine que doença é como esposa ciumenta:

se procurar demais, acaba achando.

Se você pensa que os outros é que sempre são isso ou aquilo;

que a vida lhe ensine a olhar mais para você mesmo.


Se você pensa que viver é horizontal, unitário, definido, monobloco;

que a vida lhe ensine a aceitar o conflito como condição lúdica da existência.

Tanto mais lúdica quanto mais complexa.

Tanto mais complexa quanto mais consciente.

Tanto mais consciente quanto mais difícil.

Tanto mais difícil quanto mais grandiosa.

Se você pensa que disponibilidade com paz não é felicidade;

que a vida lhe ensine a aproveitar os raros momentos em que ela (a paz) surge.

Que a vida ensine a cada menino a seguir o cristal que leva dentro, sua bússola existencial não revelada,

sua percepção não verbalizável das coisas,

sua capacidade de prosseguir com o que lhe é peculiar e próprio,

por mais que pareçam úteis e eficazes as coisas que a ele, no fundo, não soam como tais,

embora façam aparente sentido e se apresentem tão sedutoras quanto enganosas.

Que a vida nos ensine, a todos,

a nunca dizer as verdades na hora da raiva.

Que desta aproveitemos apenas a forma direta e lúcida pela qual as verdades se nos revelam por seu intermédio; mas para dizê-las depois.

Que a vida ensine que tão ou mais difícil do que ter razão, é saber tê-la.

Que aquele garoto que não come, coma.

Que aquele que mata, não mate.

Que aquela timidez do pobre passe.

Que a moça esforçada se forme.

Que o jovem jovie.

Que o velho velhe.

Que a moça moce.

Que a luz luza.

Que a paz paze.

Que o som soe.

Que a mãe manhe.

Que o pai paie.

Que o sol sole.

Que o filho filhe.

Que a árvore arvore.

Que o ninho aninhe.

Que o mar mare.

Que a cor core.

Que o abraço abrace.

Que o perdão perdoe.

Que tudo vire verbo e verbe.

Verde. Como a esperança.

Pois, do jeito que o mundo vai, dá vontade de apagar e começar tudo de novo.

A vida é substantiva, nós é que somos adjetivos. (Arthur da Tavola)

domingo, 11 de abril de 2010

Sabedoria


Já se imaginou agindo com a sabedoria canina?


A vida teria uma perspectiva mais amistosa.

Tente:

1. Nunca deixe passar a oportunidade de sair para um passeio.

2. Experimente a sensação do ar fresco e do vento na sua face por puro prazer.

3. Quando alguém que você ama se aproxima, corra para saudá-la(o).

4. Quando houver necessidade, pratique a obediência.

5. Deixe os outros saberem quando invadiram o seu território.

6. Sempre que puder tire uma soneca e se espreguice antes de se levantar.

7. Corra, pule e brinque diariamente.

8. Coma com gosto e entusiasmo, mas pare quando estiver satisfeito.

9. Seja sempre leal.

10. Nunca pretenda ser algo que você não é.

11. Se o que você deseja está enterrado, cave até encontrar.

12. Quando alguém estiver passando por um mau dia, fique em silêncio,
sente-se próximo e, gentilmente, tente agradá-lo.

13. Quando chamar a atenção, deixe alguém tocá-lo.

14. Evite morder quando apenas um rosnado resolver.

15. Nos dias mornos, deite-se de costas sobre a grama.

16. Nos dias quentes, beba muita água e descanse embaixo de uma árvore frondosa.

17. Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.

18. Não importa quantas vezes for censurado, não assuma a culpa que
não tiver e não fique amuado... corra imediatamente de volta para seus amigos.

19. Alegre-se com o simples prazer de uma caminhada.

domingo, 28 de março de 2010

Um dia a gente aprende...



Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.



E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.



Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.



Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.



Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.



Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.



Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.



Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"

William Shakespeare

A Natureza do Escorpião



Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.

Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

- Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!


O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:

- Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.

Esta parábola nos faz refletir a forma de melhor compreender e aceitar as pessoas com que nos relacionamos. Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos melhorar nossas próprias reações e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode. Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito ao próximo. Cada qual conforme sua natureza, e não conforme a do outro.

Pesquisado em(http://www.portaldafamilia.org/artigos/texto059.shtml) 27-03-10

domingo, 21 de março de 2010

Reflexões sobra a vida



Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida.
 (Fernando Pessoa)




segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulher...



Canção das mulheres – Lya Luft

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco — em lugar de voltar logo à sua vida, não porque lá está a sua verdade mas talvez seu medo ou sua culpa.

Que se começo a chorar sem motivo depois de um dia daqueles, o outro não desconfie logo que é culpa dele, ou que não o amo mais.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo “Olha que estou tendo muita paciência com você!”

Que se me entusiasmo por alguma coisa o outro não a diminua, nem me chame de ingênua, nem queira fechar essa porta necessária que se abre para mim, por mais tola que lhe pareça.

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que quando levanto de madrugada e ando pela casa, o outro não venha logo atrás de mim reclamando: “Mas que chateação essa sua mania, volta pra cama!”

Que se eu peço um segundo drinque no restaurante o outro não comente logo: “Pôxa, mais um?”

Que se eu eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro — filho, amigo, amante, marido — não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa — uma mulher.

domingo, 7 de março de 2010

Ah, o amor...


Amor. Acredito que no estágio de desenvolvimento em nos encontramos nós humanos ainda não saibamos muito bem o que significa o amor. O confundimos com desejo, paixão, posse, necessidade, entre outros.

Talvez o ser que expressa o sentimento que  mais se aproxima do amor em sua verdadeira essência seja a mulher mãe. E digo talvez porque mesmo sendo a mãe um ser dos que mais se doa, ainda assim como ser humano que é, vivencia a posse, a tentativa de controle do filho e todas as manifestações egoístas próprias de todos os terráqueos.

Quando se fala no amor homem-mulher aí então é que parecem ocorrer as maiores deturpações. Quando um casal se conhece, inicialmente acontece a atração física, o desejo, a paixão... É um tal de um querer o outro o tempo todo, estar junto, tocar, copular... ( é a palavra correta é essa c-o-p-u-l-a-r, amor não se faz, ele é). É essa atração que os leva a ficarem juntos, é uma força natural muito poderosa, com vistas a perpetuação da espécie. A força da atração tem prazo de validade, o prazo varia de pessoa para pessoa, mas um dia perde a força.

Quando a paixão perde a força ficamos confusos, meio perdidos e muitas vezes não damos tempo de perceber se no lugar da paixão brotou o amor.Justamente por que é um sentimento um tanto quanto desconnhecido esse tal de amor. Em minha concepção (que continua em evolução diga-se de passagem) pode-se perceber o amor como um sentimento livre do ciúme, da necessidade de controlar ou outro.
Amar é permitir e auxiliar o crescimento do outro, suas incursões no mundo com a certeza de que se ele voltar é por que é bom estarem juntos. Se o mundo for mais interessante, então o melhor é seguir a vida permitindo que cada um siga seu caminho conforme seus desejos e vontades.


 

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ausência


Sombras...


Já disfarço meu desejo
em lembranças, nada mais.
A sombra de alguma ausência
penetrou na minha vida
deixou rastros, rastros, rastros
e nunca mais me deixou.
Ficou presa no meu corpo,
tomou conta de minh'alma,
fez-se pedra, vento, lago
e tanto buliu comigo,
dançando na minha frente,
pulando dentro de mim,
que um dia me senti leve,
feita de sombra também.

Levava a tarde no rosto
silêncio no coração.
Imagens muitas da vida
brincavam na minha frente.
Paisagens brancas,
paisagens semi-escondidas no tempo
se juntavam, constituiam
uma argamassa de sonhos
que aos poucos se desfazia
num grito de solidão.

A sombra me vendo sombra,
de igual natureza e cor,
a sombra se fez autônoma,
saiu de dentro de mim,
deu-me os braços pela rua
e andamos por muitos dias
casal de sombras felizes,
alheios aos olhos das gentes
que se riam de nós dois,
ou só de mim, por que a sombra
que comigo caminhava
não se dava a conhecer.

Viam meu gesto buscando
um corpo inútil, volátil,
transparente como o vento,
o ceu, a nuvem, o arco-iris,
as coisas feitas de sol.
Mas nenhum vestigio viam
daquela sombra demente
que eu parecia abraçar,
dizendo coisas sem nexo,
como um louco que passasse
conversando com ninguém.

 


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Medo...


Você já sentiu medo? Consegue lidar com ele? Assume ou nega?
Esse é um sentimento que me acompanha desde a infância, tinha medo do escuro, do saci-pererê, de fantasma, dos mortos, do meu pai, da minha avó, da minha sombra. É sério. Quando eu era criança o jeito que usavam para nos manter sob controle era amendrontrar. E eu cai direitinho. Fui a "vítima perfeita", sempre tive uma imaginação fértil. Então era sopa no mel.
Um dia me contaram que quando a gente saia sozinha, Nossa Senhora andava atrás da gente. Como eu não conhecia essa distinta senhora, comecei a achar que minha sombra era ela, eu corria dela às vezes, e ela sempre me acompanhava. Que medo eu sentia! Hoje parece cômico isso, mas não tinha a menor graça na época.
Recentemente descobri, que eu não me livrei dos medos, apenas os havia trancado bem fundo em algum lugar do passado. E eles às vezes voltam, tem outros nomes, outras sombras, outros criadores, mas continuam comigo, como fiéis companheiros. Indesejáveis, mas fiéis. Em alguns momentos converso com eles, em outras os enxoto, finjo que não estão ali, ou então tomo um comprimido e durmo. Na manhã seguinte já os esqueci. Mas, não por muito tempo...

Nesta Vida...

Eu nasci há dez mil anos atrás (Raul Seixas)
Composição: Raul Seixas / Paulo Coelho

Um dia, numa rua da cidade, eu vi um velhinho sentado na calçada
Com uma cuia de esmola e uma viola na mão
O povo parou pra ouvir, ele agradeceu as moedas
E cantou essa música, que contava uma história
Que era mais ou menos assim:


Eu nasci há dez mil anos atrás
e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Eu vi cristo ser crucificado
O amor nascer e ser assassinado

Eu vi as bruxas pegando fogo pra pagarem seus pecados,
Eu vi,
Eu vi Moisés cruzar o mar vermelho
Vi Maomé cair na terra de joelhos
Eu vi Pedro negar Cristo por três vezes diante do espelho
Eu vi,


Eu nasci (eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais


Eu vi as velas se acenderem para o Papa
Vi Babilônia ser riscada do mapa
Vi conde Drácula sugando o sangue novo
e se escondendo atrás da capa

Eu vi,
Eu vi a arca de Noé cruzar os mares
Vi Salomão cantar seus salmos pelos ares
Eu vi Zumbi fugir com os negros pra floresta
pro quilombo dos palmares

Eu vi,
Eu nasci
(eu nasci)

Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Eu vi o sangue que corria da montanha
quando Hitler chamou toda a Alemanha
Vi o soldado que sonhava com a amada numa cama de campanha

Eu li,
Eu li os simbolos sagrados de Umbanda
Eu fui criança pra poder dançar ciranda
E, quando todos praguejavam contra o frio,
eu fiz a cama na varanda


Eu nasci (eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
não, não porque

Eu nasci (eu nasci)
Há dez mil anos atrás
(eu nasci há dez mil anos atrás)
E não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais
Não, não


Eu tava junto com os macacos na caverna
Eu bebi vinho com as mulheres na taberna
E quando a pedra despencou da ribanceira
Eu também quebrei e perna
Eu também,
Eu fui testemunha do amor de Rapunzel
Eu vi a estrela de Davi brilhar no céu

E praquele que provar que eu tou mentindo
eu tiro o meu chapéu


(eu nasci) Eu nasci
(há dez mil anos atrás)
Eu nasci há dez mil anos atrás
(e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais)